O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou novas diretrizes que ampliam os critérios de saúde que podem levar à negação de vistos de imigração, incluindo casos de obesidade grave. A medida, segundo fontes do governo de Donald Trump, tem como objetivo evitar que imigrantes se tornem um “fardo para o contribuinte americano”.
As novas regras foram enviadas a embaixadas e consulados dos EUA em todo o mundo e afetam vistos de imigração, destinados a pessoas que pretendem morar no país. As mudanças não se aplicam a vistos de turismo (B-2) ou de tratamento médico, desde que o solicitante tenha condições de arcar com os custos e retornar ao país de origem.
De acordo com o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Tommy Pigott, “o governo Trump está colocando os interesses do povo americano em primeiro lugar, garantindo que o sistema de imigração não seja um fardo para o contribuinte”.
O comunicado, obtido pelo site KFF Health News e confirmado pela CNN Brasil, destaca que determinadas condições médicas — como doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer, diabetes, doenças metabólicas, neurológicas e problemas de saúde mental — podem gerar custos de “centenas de milhares de dólares” ao sistema de saúde americano.
As novas restrições se somam a outras medidas recentes, como o aumento da taxa de emissão de vistos de US$ 185 para US$ 250, a exigência de entrevistas presenciais e a obrigatoriedade de disponibilizar perfis públicos em redes sociais durante o processo de solicitação.


