O governo de Donald Trump sancionou, nesta segunda-feira (22), Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro norte-americano e teve como base a Lei Magnitsky, usada para punir estrangeiros acusados de envolvimento em violações de direitos humanos ou corrupção.
De acordo com o portal G1, todos os bens de Viviane nos Estados Unidos ficam bloqueados, assim como qualquer empresa ligada a ela. O governo também revogou os vistos do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de outras cinco autoridades do Judiciário brasileiro.
Segundo o comunicado oficial, Viviane fornece uma “rede de apoio financeiro” ao marido, que já havia sido sancionado em julho. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Moraes é responsável por “uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.
Além da advogada, a Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa sediada em São Paulo da qual Viviane e dois filhos do casal são sócios, também foi incluída na lista de sanções. Segundo os EUA, a instituição funciona como holding do patrimônio da família.
A ação compõe uma estratégia de retaliação do governo Trump após a condenação de Bolsonaro pelo STF a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Três dias antes do julgamento, autoridades norte-americanas já haviam sinalizado que novas sanções seriam aplicadas contra o Brasil.
Em resposta, o advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou a decisão como uma “agressão injusta” e afirmou que seguirá no exercício de suas funções “em favor do povo brasileiro”.
Diplomatas ouvidos sob anonimato afirmam que a medida representa uma escalada da tensão entre os dois países e um recado direto do governo norte-americano em defesa de Bolsonaro.


