O capitão da Polícia Militar Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a cinco anos, um mês e 27 dias de prisão, além de perder o cargo, por crime de corrupção passiva. A Justiça Militar acatou denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou que o oficial operava um esquema de cobrança de propinas a comerciantes locais para liberar eventos, como os chamados “paredões”, em Santa Cruz Cabrália.
As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco). Entre junho de 2023 e fevereiro de 2024, Fabrício Santos solicitou e recebeu depósitos via Pix de comerciantes, em valores que variavam de R$ 135 a R$ 500. O esquema era apelidado pelo próprio capitão de “Toddy”, senha usada nas mensagens para cobrar o pagamento. Além de transferências financeiras, a propina incluía caixas de cerveja e outras bebidas destiladas.
A Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva do capitão, citando a necessidade de preservar a ordem pública e considerando os antecedentes criminais do oficial. Fabrício dos Santos já havia sido condenado a seis anos, dois meses e oito dias de prisão por crimes de corrupção passiva, e responde atualmente a quatro ações penais na 1ª Vara de Auditoria Militar.


