A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai atualizar as regras para a operação de balões tripulados no Brasil. A decisão acontece em meio a uma série de acidentes graves envolvendo esse tipo de aeronave, incluindo um caso ocorrido no dia 21 de junho deste ano, em Praia Grande (SC), que deixou oito pessoas mortas após um balão pegar fogo e cair sobre um posto de saúde.
Ainda no mesmo mês, outro acidente com balão foi registrado na zona rural de Capela do Alto, no interior de São Paulo, no dia 15. A aeronave transportava 35 pessoas, o piloto e um auxiliar. Uma das vítimas morreu após ser socorrida em estado crítico. Outras onze pessoas sofreram ferimentos leves, e duas permanecem hospitalizadas em Sorocaba.
Atualmente, a regulamentação brasileira permite duas modalidades de balonismo: o aerodesporto, em que a atividade é feita por conta e risco dos praticantes, e a modalidade certificada, que exige a certificação da empresa, pilotos e aeronaves. No entanto, ainda não existem operações comerciais com balões certificados no país.
Diante desse cenário, a Anac pretende submeter, ainda neste semestre, uma proposta de regulamentação à consulta pública, para ouvir operadores, fabricantes e organizações de instrução. A ideia, segundo o órgão, é criar critérios mínimos para permitir a exploração comercial da atividade de forma mais segura e controlada.


