Mulheres diagnosticadas com endometriose terão acesso a novas opções de tratamento hormonal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde anunciou a incorporação do DIU com levonorgestrel (DIU-LNG) e do medicamento desogestrel, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes que enfrentam a condição ginecológica crônica.
A decisão foi oficializada por meio das Portarias SECTICS/MS nº 41/2025 e nº 43/2025, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Agora, os dois métodos farão parte do arsenal terapêutico oferecido na rede pública, após a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da endometriose.
O DIU-LNG é uma alternativa para mulheres com contraindicações ao uso de contraceptivos orais combinados (COCs). O dispositivo libera hormônio diretamente no útero, inibindo o crescimento do tecido endometrial fora da cavidade uterina, com troca recomendada apenas a cada cinco anos.
Já o desogestrel atua bloqueando a ovulação e inibindo a atividade hormonal responsável pelo desenvolvimento da doença. Pode ser utilizado desde os primeiros sintomas, antes mesmo da confirmação por exames, como primeira linha de tratamento.
“Mais do que inovação, estamos falando de garantir cuidado oportuno e eficaz para milhares de mulheres que convivem com a dor e o impacto da endometriose em seu dia a dia”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


