A tensão gerada pela votação do reajuste salarial de servidores municipais em Salvador ganhou novos capítulos após o líder comunitário Alexsandro Marinho, próximo do vereador Cláudio Tinoco (União Brasil), ser acusado de hostilizar manifestantes durante a sessão extraordinária realizada na última quinta-feira (22). O episódio, amplamente compartilhado nas redes sociais, provocou reações de parlamentares e sindicalistas.
Em vídeos publicados por representantes sindicais, Marinho aparece discutindo com servidores e sendo apontado como responsável por agressões físicas e verbais. O professor Jorge Sales sugeriu que o líder comunitário teria sido enviado ao local para “intimidar” os manifestantes e expôs imagens de Marinho ao lado do prefeito Bruno Reis (União Brasil) e de Tinoco.
Procurado, Cláudio Tinoco repudiou as acusações, afirmando tratar-se de uma ação orquestrada por um suposto “gabinete do ódio” vinculado a entidades sindicais. “Isso precisa ser investigado, porque pode haver envolvimento político, inclusive de parlamentares com mandato”, disse o vereador ao BNEWS.
Tinoco confirmou a amizade com Marinho, destacando que ele é um líder comunitário que participa ativamente das discussões na Câmara e que já colaborou em campanhas eleitorais. “Ele não é meu assessor e não estava ali a meu convite”, assegurou o parlamentar.
As imagens mostram o momento em que Marinho reage a provocações e entra em confronto com dirigentes da APLB, aumentando a tensão já instalada na sessão. O caso continua repercutindo no ambiente político de Salvador, acirrando a disputa entre o governo municipal e os servidores.


