O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os líderes convidados a integrar uma nova articulação internacional voltada à busca de uma saída diplomática para o conflito na Faixa de Gaza. O convite foi encaminhado ao governo brasileiro por meio da embaixada do Brasil em Washington, segundo informações apuradas pela RECORD.
Até agora, o Palácio do Planalto não confirmou se Lula aceitará o convite nem comentou quais seriam as condições da eventual participação do Brasil na iniciativa.
A proposta prevê a formação de um conselho internacional que reunirá chefes de Estado e autoridades com o objetivo de discutir medidas políticas e diplomáticas para o fim da guerra entre Israel e o Hamas, conflito que tem aprofundado a crise humanitária no território palestino.
A criação do grupo foi anunciada por Trump na quinta-feira (15) e faz parte de uma nova etapa de um plano apresentado pelo governo americano para tentar encerrar o confronto. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos EUA afirmou que o conselho já está estruturado e que novos integrantes seriam anunciados nos próximos dias.
Segundo a Casa Branca, o órgão será comandado por Trump e contará com a participação de nomes influentes da política e da diplomacia internacional, entre eles o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair e Jared Kushner. O ex-representante da ONU Nickolay Mladenov foi indicado para atuar como responsável direto pelas questões relacionadas a Gaza.
Ainda não há definição sobre como o conselho irá operar nem quais poderes terá para interferir diretamente no cenário do conflito.
Além do Brasil, outros países da América do Sul também foram convidados. A Argentina confirmou oficialmente a adesão após o presidente Javier Milei divulgar a carta enviada por Trump. No documento, o líder americano afirma que o projeto se baseia em um plano de 20 pontos e prevê a criação de um novo organismo internacional para administrar uma fase de transição na região.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também manifestou apoio à iniciativa e declarou que seu país aceitou o convite para colaborar na construção de uma solução de longo prazo para Gaza.


