A perícia médica realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é portador de hérnia inguinal bilateral e necessita de cirurgia para tratamento. O laudo foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da execução penal do ex-mandatário.
De acordo com o relatório, a cirurgia indicada é de caráter eletivo, ou seja, não há, até o momento, necessidade de procedimento em regime de urgência ou emergência. Os peritos destacaram que não foram identificados sinais de encarceramento ou estrangulamento das hérnias.
O documento aponta ainda que houve uma piora progressiva do quadro clínico, possivelmente associada ao aumento da pressão intra-abdominal provocado por crises frequentes de soluço e tosse crônica. Exames de imagem realizados em dezembro confirmaram a presença das hérnias, que não haviam sido detectadas em avaliações anteriores.
Além disso, a junta médica analisou o quadro persistente de soluços apresentado por Bolsonaro desde a última cirurgia abdominal, realizada em abril deste ano. Segundo os peritos, o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente indicado e deve ser realizado o quanto antes, devido aos impactos na alimentação, no sono e ao risco de agravamento das hérnias.
Bolsonaro cumpre pena em uma sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal. A defesa sustenta que o estado de saúde do ex-presidente é complexo e debilitante, enquanto o STF aguarda avaliação para possíveis encaminhamentos médicos.


