A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira (5) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “terminantemente contra” o projeto em discussão no Congresso que busca equiparar a atuação de facções criminosas ao terrorismo. Segundo ela, essa classificação pode abrir brecha para interferência de outros países em território nacional.
“O governo é terminantemente contra esse projeto. Terrorismo tem objetivo político e ideológico, e ao definir dessa forma, pela legislação internacional, você abre possibilidade para que outros países façam intervenção no Brasil”, disse a ministra, durante evento da pasta.
A proposta, que já passou pela Comissão de Segurança Pública da Câmara, está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Apesar da urgência aprovada que dispensa a análise em comissões, o presidente do colegiado, deputado Paulo Azi (União-BA), decidiu discutir o texto por conta de dúvidas de constitucionalidade.
O tema ganhou força após a megaoperação no Rio de Janeiro, que terminou com 121 mortos. No início da semana, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, também havia defendido que “uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas”.


