A direção nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou uma resolução que marca uma mudança na condução política da sigla de olho nas eleições de 2026. O documento indica uma postura mais direta no enfrentamento eleitoral e abandona o tom mais cauteloso que vinha sendo adotado por setores do governo.
Entre os principais pontos, o texto passa a tratar o senador Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição no próximo pleito, classificando uma eventual candidatura como continuidade de um projeto considerado pelo partido como autoritário. A mudança ocorre em meio a avaliações internas que apontam equilíbrio nas intenções de voto entre o parlamentar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores, integrantes da legenda defendem que apenas a divulgação de ações de governo pode não ser suficiente para sustentar o projeto de reeleição. Com isso, a nova estratégia combina a apresentação de resultados da gestão com um discurso mais incisivo contra adversários políticos.
O documento também estabelece como prioridade a formação de uma base sólida no Congresso Nacional. Para o partido, ampliar a presença de aliados na Câmara e no Senado é visto como essencial para garantir governabilidade e evitar entraves institucionais em um eventual novo mandato.
Outro eixo abordado na resolução envolve críticas ao sistema financeiro e à influência de setores econômicos sobre o Legislativo. A sigla sustenta que há necessidade de mudanças que favoreçam o crescimento econômico com foco na renda e no consumo, além de defender a redução da taxa básica de juros.
A resolução ainda menciona episódios recentes do cenário econômico e político para reforçar críticas a gestões anteriores, associando determinados agentes e decisões a grupos adversários. A estratégia, segundo interlocutores, busca fortalecer a narrativa eleitoral e consolidar o campo político do partido para a disputa de 2026.

