A Prefeitura de Salvador deixará o Palácio Thomé de Souza, na praça homônima, para se instalar no Palácio da Sé, localizado ao lado da Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico. A mudança, inicialmente prevista para ainda este ano, deve ocorrer no início de 2026, segundo estimativa do prefeito Bruno Reis (União Brasil), coletiva realizada nesta sexta-feira (22) na Pituba, no lançamento do programa Corredores Verdes. Informações veiculadas ao Jornal Correio
“As obras dos ajustes internos do Palácio da Sé já começaram. A expectativa é de que até o final do ano elas sejam concluídas, e precisamos preparar a transição. Estimo que seja em janeiro, mais tardar fevereiro”, afirmou o prefeito.
O Palácio da Sé foi construído no início do século XVIII como residência de arcebispos e inaugurado em 1715, sendo um importante exemplo da arquitetura colonial da cidade. O edifício possui subsolo e três pavimentos sobre a rua, e originalmente era ligado à antiga Igreja da Sé por passadiços elevados. Em 1933, a igreja foi demolida para expansão dos trilhos dos bondes da Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia.
A mudança acontece após decisão judicial decorrente de ação aberta em novembro de 2000 pelo Ministério Público Federal (MPF), que determinou a saída da gestão municipal do Palácio Thomé de Souza por não adequação às restrições arquitetônicas da região. Segundo o prefeito, “já extrapolamos o prazo dado pela Justiça. Depois de 25 anos de uma ação, em que entramos com todos os recursos cabíveis, chegou o momento de cumprir a decisão”.
O atual Palácio Thomé de Souza será transformado em um novo centro de convenções.

