Uma nova decisão da Justiça, emitida nesta terça-feira (25), voltou a declarar inelegível o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esta é a terceira vez que o político tem seus direitos políticos suspensos, agora com base na execução da pena determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Com a decisão colegiada da Primeira Turma do STF, o prazo de inelegibilidade é estendido por mais oito anos, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa. Assim, por essa condenação específica, o impedimento eleitoral vai até 2033 — mas o prazo pode se prolongar até 2060, dependendo da interpretação da legislação.
Isso ocorre porque a norma atual determina que pessoas condenadas por decisão judicial colegiada ficam inelegíveis por oito anos após o cumprimento da pena. No caso em questão, a condenação é de 27 anos e três meses de prisão. Se o período for aplicado integralmente, o prazo final de inelegibilidade pode alcançar o ano de 2060, quando o ex-presidente teria 105 anos.
Com a impossibilidade de disputar as próximas eleições, o campo político alinhado ao ex-presidente deve buscar um novo nome para a disputa presidencial de 2026. O mais cotado no momento é o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).


