O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta terça-feira (2) que a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus revela um plano sistemático para impedir a posse do presidente eleito em 2022 e garantir a continuidade de Bolsonaro no comando do país. O julgamento teve início nesta manhã.
De acordo com o parecer apresentado por Gonet, os denunciados não agiram de forma isolada: houve coordenação e divisão de tarefas com o objetivo de descumprir a vontade das urnas. “Não se trata de atos dispersos, mas de uma operação planejada contra a ordem democrática”, disse o procurador.
Ele ressaltou que não era necessário uma ordem formal assinada pelo então presidente para que os atos configurassem crime. Movimentos para romper regras constitucionais, incluindo ameaça ou uso da força, já caracterizam a tentativa de golpe de Estado.
Mesmo com ações em momentos diferentes, todos os réus teriam contribuído para o mesmo objetivo: assegurar que Bolsonaro permanecesse no poder, independentemente do resultado da eleição.
A análise da denúncia pelo STF marca o início de um processo que poderá resultar em responsabilização criminal dos integrantes do chamado “núcleo 1” da suposta organização ligada ao ex-presidente.

