O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta semana para Buenos Aires, onde participa da Cúpula do Mercosul, marcada para os dias 2 e 3 de julho. Será a primeira visita oficial de Lula à Argentina desde a posse de Javier Milei, atual presidente do país. O Brasil assumirá a presidência rotativa do bloco durante o encontro, exercendo o cargo até 31 de dezembro deste ano. Informações do portal G1.
A cúpula acontece em um cenário de tensões geopolíticas e negociações avançadas para a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo o Itamaraty, a agenda brasileira priorizará a integração comercial, a segurança nas fronteiras, a transição energética e a ampliação de políticas industriais conjuntas.
Principais pautas do encontro:
1. Acordo Mercosul-União Europeia:
Lula deve reforçar a urgência de concluir o tratado, considerado estratégico para ampliar o comércio internacional do bloco.
2. Segurança Pública e Crime Organizado:
O Brasil quer fortalecer a cooperação regional no combate ao narcotráfico e facções transnacionais, com foco na troca de informações e ações coordenadas em áreas de fronteira.
3. Comércio e Tarifas Externas:
O governo federal propõe avanços na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (LETEC), para flexibilizar a cobrança de impostos sobre produtos estratégicos e facilitar o comércio interno do bloco.
4. Cadeias Produtivas Regionais:
Destaque para as propostas brasileiras de integração dos setores automotivo e açucareiro, com foco na ampliação do comércio de produtos de maior valor agregado, como alimentos processados.
5. Meio Ambiente e Clima:
Será lançado o programa Mercosul Verde, voltado à agricultura de baixo carbono e exportações sustentáveis. Os países preparam uma posição unificada para apresentar na COP30.
6. Incorporação da Bolívia ao bloco:
O Brasil também atuará para finalizar a adesão plena da Bolívia ao Mercosul, prevista há anos.
A presidência do bloco é rotativa e tem duração de seis meses. Lula sucederá Javier Milei na coordenação dos trabalhos até o fim de 2025.


