O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), destacou nesta terça-feira (4) que o papel do Estado na segurança pública deve ir além da repressão. Durante anúncio de investimentos e medidas para o setor, ele reforçou que a força policial não pode ser a única responsável pela manutenção da ordem.
Sem citar diretamente a megaoperação realizada no Rio de Janeiro em 28 de outubro, que resultou em mais de 120 mortes, o gestor alertou sobre o risco de politizar situações sensíveis. “O povo brasileiro, o povo do Rio, o povo da Bahia, não merece que a segurança seja usada para fins eleitorais. O Estado não deve agir como matador, mas sim como mediador”, afirmou.
Jerônimo também defendeu uma atuação mais ampla do governo em áreas vulneráveis, envolvendo serviços públicos essenciais e respeito às estruturas comunitárias, como escolas, creches, unidades de saúde e espaços de lazer. Para ele, a polícia sozinha não consegue garantir a paz.
“Em muitas comunidades, o que as pessoas querem é o direito de ir e vir. A presença do Estado precisa contemplar políticas de cidadania, não apenas repressão. Não podemos esperar que a polícia carregue sozinha a responsabilidade pela segurança”, completou o governador.


