O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) negou, por meio de nota oficial, a existência de qualquer decisão ou estudo em andamento para um novo reajuste no Programa Bolsa Família. O esclarecimento ocorre em meio a especulações sobre possíveis mudanças no valor do benefício.
Segundo o MDS, desde a reformulação do programa em março de 2023, o Novo Bolsa Família tem sido implementado de forma progressiva. O modelo atual garante um valor mínimo de R$ 600 por família, com adicionais de R$ 150 para crianças de até seis anos. A partir de junho do mesmo ano, foram adicionados R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, além de gestantes e nutrizes. Também foi estabelecido o piso de R$ 142 por pessoa da família, valor que pode ser complementado por programas estaduais e municipais.
Com a implantação completa em 2024, o programa teve um aumento médio de 26% nos benefícios. Atualmente, o valor médio per capita pago é de R$ 230 cerca de US$ 40, em conformidade com os parâmetros da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
O governo reforça que o Bolsa Família não substitui o salário, mas é uma ferramenta de proteção social para garantir segurança alimentar e cobertura de necessidades básicas. Paralelamente, o MDS desenvolve políticas de estímulo à autonomia das famílias por meio do programa Acredita no Primeiro Passo, que incentiva a inserção no mercado de trabalho e o empreendedorismo.
Esses esforços têm refletido em importantes avanços sociais. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a insegurança alimentar severa caiu 85% no país. Já a extrema pobreza reduziu de 9% para 4,4%, e a pobreza geral passou de 37% para cerca de 25%, conforme levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


