O Governo da Bahia e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) anunciaram, nesta segunda-feira (15), a criação de um grupo de trabalho conjunto para avaliar os impactos da nova política tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil e buscar estratégias que resguardem a economia do estado.
A iniciativa foi definida durante reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, com a participação de secretários estaduais e representantes do setor produtivo baiano.
Alerta para os riscos econômicos
A partir de agosto, os Estados Unidos passarão a aplicar taxações a determinados produtos brasileiros. Para a Bahia, a medida preocupa, já que o país norte-americano responde por 8,3% das exportações do estado.
Entre os setores mais afetados estão:
- Celulose
- Derivados de cacau
- Pneus
Essas cadeias produtivas possuem grande capilaridade na economia estadual. Outras áreas que também devem sentir os efeitos são o segmento petroquímico, a mineração e partes do agronegócio.
Posição política e institucional
Durante o encontro, o grupo considerou que a mudança nas regras comerciais pelos EUA representa um risco à estabilidade institucional global, além de ferir os princípios da livre concorrência.
“O uso da política comercial como instrumento de pressão política compromete a confiança no mercado americano como parceiro confiável e previsível”, alertaram os representantes da indústria baiana.
Busca por soluções via diálogo
Apesar de reconhecerem a necessidade de uma resposta por parte do Brasil, governo e setor produtivo defenderam uma abordagem diplomática, evitando ações que possam agravar ainda mais o cenário econômico do país — especialmente no Nordeste e na Bahia.
A expectativa é de que o grupo apresente, nas próximas semanas, alternativas comerciais e estratégias de diversificação de mercados, além de articulação institucional com o governo federal.


