O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o terreno onde funcionava o Colégio Estadual Odorico Tavares, no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador, não será destinado à construção de um arranha-céu. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador José Eduardo, no programa Se Liga Bocão, da Rádio Baiana FM 89.3, nesta terça-feira (14).
Jerônimo explicou que a intenção do governo é condicionar a venda do terreno a investimentos na área da educação.
“Rui [Costa] conseguiu autorização na Assembleia e nós condicionamos ali. Foi um acordo, inclusive, que nós venderíamos. Eu estou com a trava de mão puxada. É para que o Odorico não seja utilizado para um arranha-céu naquela região. A ideia é condicionar o uso do espaço para fins educacionais — quem sabe a construção de uma nova escola, ou algo nesse sentido”, declarou o governador.
O leilão do imóvel, inicialmente anunciado em julho deste ano, acabou suspenso pela gestão estadual. De acordo com o governo, a Secretaria de Administração (Saeb) faz os ajustes finais para retomar o processo. O colégio, fundado em 1994, tinha capacidade para mais de três mil alunos e foi fechado em 2020, o que gerou protestos de estudantes na época.
Jerônimo negou que o encerramento das atividades tenha sido motivado por interesses imobiliários. Segundo ele, o objetivo foi reordenar a distribuição das escolas estaduais em Salvador.
“Tínhamos no centro da cidade cinco ou seis escolas, e depois passamos a construir unidades nos bairros, como São Caetano e Paripe. Hoje, escolas como o Central estão subutilizadas. Foi um critério de ordenamento, não de especulação”, explicou.
O governador acrescentou que a venda do terreno será condicionada a contrapartidas voltadas para a educação pública, como a construção de novas unidades ou a ampliação das já existentes. O imóvel é avaliado em cerca de R$ 50 milhões.


