O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), deve ter a tornozeleira eletrônica retirada nesta segunda-feira (3), após audiência marcada no Supremo Tribunal Federal (STF). O militar, que fez acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) em 2023, está prestes a encerrar oficialmente sua pena por participação na tentativa de golpe de Estado.
A audiência foi agendada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e deve formalizar o fim do cumprimento da pena em regime aberto. Com isso, Cid pode se tornar o primeiro condenado no processo a conquistar a liberdade plena.
A defesa havia solicitado a retirada da tornozeleira eletrônica, alegando que o ex-auxiliar já cumpriu os dois anos de pena previstos no acordo. Desde 2023, ele estava em prisão domiciliar, com recolhimento noturno obrigatório, bens bloqueados e passaporte retido — restrições que devem ser suspensas ainda nesta segunda.
Mauro Cid foi o único integrante do núcleo militar a colaborar com as investigações, fornecendo provas que contribuíram para a prisão do ex-ministro Braga Netto e para o avanço das denúncias contra Bolsonaro e outros aliados.
Em setembro, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Cid, Bolsonaro e mais seis réus pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Os recursos apresentados pelo ex-presidente e demais acusados serão analisados pela Corte a partir do dia 7 de novembro.


