O deputado Luciano Bivar (PE) colocou mais lenha na crise interna do União Brasil ao acusar o presidente da legenda, Antonio Rueda, de comercializar diretórios estaduais e municipais em troca de propina. Ele também atribuiu ao ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do partido, ACM Neto, a articulação que resultou em sua saída do comando da sigla.
De acordo com Bivar, as negociações teriam ocorrido em hotéis de luxo e em um apartamento alugado em São Paulo, usado, segundo ele, para receber pagamentos ilícitos. O parlamentar afirma que diretórios do Rio de Janeiro, São Paulo e de outros estados foram “vendidos” e que Rueda teria formado um grupo de controle interno com familiares e aliados próximos.
O ex-dirigente disse ainda que Rueda recebia R$ 200 mil por mês de suas empresas por serviços advocatícios e que a relação política entre eles durou mais de 20 anos. Sobre ACM Neto, Bivar sustenta que o baiano sabia das práticas atribuídas a Rueda quando decidiu apoiá-lo.
Bivar declarou que pretende deixar o União Brasil até abril, durante a janela partidária. “Enquanto o partido for comandado por quem trata apenas de negociatas, não posso permanecer”, afirmou.


