O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes oficializou sua saída do PDT, partido ao qual esteve filiado por mais de duas décadas. A decisão foi comunicada ao presidente da sigla, Carlos Lupi, em meio ao avanço da aliança do PDT cearense com o governo de Elmano de Freitas (PT), seu adversário político local.
O movimento também está ligado às eleições de 2026, já que Ciro tem manifestado interesse em concorrer novamente ao governo do Ceará e iniciou conversas com outras legendas. Em julho, reuniu-se com lideranças do PSDB e afirmou que o retorno à legenda estava “decidido”. O União Brasil também demonstrou interesse em filiar o ex-ministro.
Figura histórica da política nacional, Ciro foi candidato à Presidência da República em quatro ocasiões e se posiciona como um dos principais opositores do governo Lula (PT). Ele mantém críticas constantes à gestão de Elmano no Ceará e, em entrevista à rádio Itatiaia, em setembro, afirmou estar “muito infeliz” no PDT.
A saída foi lamentada por aliados, como Antonio Neto, presidente do PDT em São Paulo:
“Hoje é um dia de tristeza. Perco um companheiro de partido, mas não perco o amigo.”
Ciro deve anunciar oficialmente seu novo partido nos próximos dias, consolidando o movimento que já vinha sendo sinalizado publicamente.


