A possibilidade de cassação do mandato do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) vem sendo considerada cada vez menos provável na Câmara dos Deputados. Segundo líderes partidários ouvidos pelo blog do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, a tendência é que o relator do caso no Conselho de Ética, Delegado Marcelo Freitas (União-MG), opte por aplicar uma suspensão de dois a três meses ao parlamentar.
A mudança de rumos ocorre, em parte, para que a Câmara evite ceder a pressões externas, incluindo o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), que defendem a cassação. A avaliação interna é de que a Casa Legislativa não quer se desgastar ainda mais politicamente.
Além disso, a suspensão traz uma consequência estratégica para Eduardo Bolsonaro: as faltas durante o período suspenso não são contabilizadas. Com isso, ele não ultrapassaria o limite de um terço de ausências previsto para 2025, o que poderia levar à perda do mandato segundo o regulamento vigente.


