O filme brasileiro Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional de 2025, será exibido em mais de 10 mil salas de cinema na China a partir desta semana. A pré-estreia do longa no país asiático ocorreu nesta segunda-feira (12), em Pequim, e contou com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva e da presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), a ex-presidenta Dilma Rousseff. Informações do site Agência Gov.
Acompanhada por Dilma, Janja celebrou o momento nas redes sociais. “Em toda a China, mais de 10 mil salas de cinema exibirão esse filme tão importante para a memória do nosso país, um recorte da história recente do Brasil que narra os horrores de um regime autoritário que matou milhares de homens e mulheres e mudou para sempre a vida de famílias como a família Paiva”, escreveu a primeira-dama. Ela destacou ainda a presença simbólica de Dilma, sobrevivente da ditadura militar, como um marco do evento. “Dilma é uma das maiores inspirações de força e resiliência que temos como mulher em nosso país, nossa grande fortaleza.”
Em resposta, Dilma Rousseff agradeceu a homenagem. “Querida Janja, só tenho a agradecer: pela homenagem e por sua amizade. Conte sempre comigo”, escreveu.
Dirigido por Walter Salles e baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, o filme revisita a história do ex-deputado Rubens Paiva, preso, torturado e assassinado pela ditadura civil-militar em 1971. A trama se aprofunda na luta de sua esposa, Eunice Paiva, para revelar a verdade sobre o crime de Estado. O elenco traz Fernanda Montenegro e Fernanda Torres no papel de Eunice, e Selton Mello interpretando Rubens Paiva.
Segundo dados inéditos divulgados pela Secretaria de Regulação da Ancine, Ainda Estou Aqui já atraiu mais de 5 milhões de espectadores, arrecadando R$ 104,7 milhões — consolidando-se como a terceira maior bilheteria nacional desde 2018, atrás apenas de Minha Mãe é uma Peça 3 e Nada a Perder. O filme representou 32% do público dos filmes nacionais em 2025, impulsionando o market share do cinema brasileiro para 30,1%. Sem sua presença, a participação cairia para 22,1%.
A autorização para a exibição do longa na China — país que limita a entrada a apenas 34 filmes estrangeiros por ano, em um universo de 90 mil salas de cinema — foi articulada pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em parceria com a Embaixada do Brasil, marcando mais um passo nas relações culturais e comerciais entre os dois países.


