O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto se pronunciou sobre a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner. A investigação apura supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master.
Durante uma agenda de pré-campanha no município de Alagoinhas, na quinta-feira (19), ACM Neto adotou um tom cauteloso ao comentar o caso e afirmou que as investigações devem seguir de forma independente.
“Essa é uma questão que cabe ao Judiciário. O que nós esperamos é que a investigação seja completa, isenta, correta e que ao fim, se há responsáveis e culpados, que sejam punidos. É aguardar para ver os desdobramentos que eventualmente isso pode ter”, declarou ao site Política ao Vivo.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Jaques Wagner é suspeito de manter relação próxima com o Banco Master e de ter recebido supostas vantagens indevidas, que incluem o uso de aeronaves particulares, ingressos para eventos de luxo no exterior e uma operação financeira relacionada à compra de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador. O senador nega irregularidades.
Nos bastidores políticos, informações divulgadas pelo jornal O Globo apontaram que teria existido um acordo entre os grupos de ACM Neto e Jaques Wagner para evitar que o caso Banco Master fosse explorado durante a disputa eleitoral na Bahia. Os dois lados, no entanto, negam a existência de qualquer pacto de silêncio.
O nome de ACM Neto também aparece em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta o recebimento de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag entre março de 2023 e maio de 2024. O ex-prefeito afirma que os valores são referentes à prestação de serviços de consultoria e nega qualquer irregularidade.

