O banqueiro Daniel Vorcaro passou a primeira noite na Penitenciária Federal de Brasília após ser preso pela segunda vez no âmbito das investigações sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Ele chegou à unidade no final da tarde da última sexta-feira (6) para cumprir a ordem de prisão preventiva determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal do Brasil.
Inicialmente, Vorcaro permanecerá por pelo menos 20 dias em uma cela de inclusão. Nesse período, os policiais penais federais apresentam ao custodiado a rotina da unidade e entregam um documento com os direitos e deveres do preso, além de livros, uniformes como bermuda ou calça, camiseta, blusa de frio e calçado e um kit de higiene pessoal com escova de dentes, creme dental, sabonete, desodorante e toalha.
Durante essa fase, equipes especializadas em assistência à execução penal também realizam uma avaliação clínica do detento para identificar eventuais necessidades de atendimento médico, como restrições alimentares, uso de medicamentos ou realização de exames laboratoriais.
Após o período inicial, o banqueiro deverá ser transferido para uma cela definitiva dentro da unidade, que possui cerca de seis metros quadrados e é equipada com cama, sanitário, pia, chuveiro, mesa, assento e roupa de cama.
As celas não possuem tomadas elétricas, televisão, rádio ou qualquer meio de comunicação externa direta. A energia do chuveiro e da iluminação é controlada em horários previamente definidos.
Os detentos têm direito a duas horas diárias de banho de sol e recebem seis refeições por dia, além de assistência médica e jurídica prevista na Lei de Execução Penal. As visitas sociais e encontros com advogados acontecem em parlatório, sob monitoramento e controle do sistema de segurança.
Segundo a Polícia Penal Federal, a penitenciária integra o Sistema Penitenciário Federal, considerado de segurança máxima, com protocolos rigorosos de disciplina, vigilância e controle permanente.
A nova prisão de Vorcaro foi determinada após a investigação da Polícia Federal apontar indícios de uma estrutura organizada ligada ao Banco Master para cometer crimes financeiros, corromper agentes públicos e monitorar críticos, incluindo jornalistas.


