Uma força-tarefa entre as Polícias Civis do Amazonas, Ceará e Pará resultou na apreensão de quase uma tonelada de drogas e causou um prejuízo estimado em mais de R$ 20 milhões ao crime organizado. As operações, realizadas nos dias 4, 9 e 10 de julho, tiveram o apoio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc), ligada ao Ministério da Justiça.
Ao todo, foram apreendidos 988 quilos de entorpecentes grande parte de skunk escondidos em eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos, numa tentativa de burlar a fiscalização. A investigação apontou que a droga saía do Amazonas e era distribuída para outras regiões do país.
Segundo o diretor da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), Rodney da Silva, o trabalho conjunto das forças estaduais, aliado ao uso de inteligência policial, foi essencial para desarticular a rota. “Esses resultados reafirmam o papel da Renarc no enfrentamento qualificado ao narcotráfico, ampliando o impacto das ações sobre o crime organizado”, afirmou.
Confira os detalhes de cada operação:
Amazonas – 607 kg apreendidos
No dia 4, a Polícia Civil do Amazonas, por meio do Denarc, apreendeu 607 quilos de skunk escondidos em dezenas de fritadeiras elétricas. O material estava pronto para ser enviado ao Ceará e ao Pará. Dois homens foram presos em flagrante. A droga estava armazenada em três imóveis que funcionavam como depósito e ponto de logística da quadrilha.
Pará – 152 kg apreendidos
Cinco dias depois, no porto de Belém, a Polícia Civil do Pará interceptou 152 quilos da mesma droga escondida em 38 fritadeiras elétricas, transportadas em um caminhão-baú a bordo da embarcação Valentina XIV, que saiu de Manaus com destino a Natal (RN). A ação foi possível graças ao repasse de informações do Denarc do Amazonas.
Ceará – 229 kg apreendidos
No dia 10, no bairro Parangaba, em Fortaleza, a Polícia Civil do Ceará encontrou 213 quilos de skunk e 16 quilos de cocaína armazenados dentro de gabinetes de computador. A carga também partiu do Amazonas. Um homem de 34 anos foi preso em flagrante.
Segundo as investigações, o uso de eletrodomésticos e componentes eletrônicos como esconderijo é uma estratégia cada vez mais comum entre facções criminosas, mas que já está mapeada pelas forças de segurança. A operação é mais uma ofensiva integrada no combate ao tráfico interestadual de drogas.


