O policial civil Adailton Oliveira Rocha, morto após ser baleado durante uma ação investigativa em Tancredo Neves, em Salvador, havia sido designado para atuar na região há menos de um ano.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o agente, de 55 anos, integrava a corporação desde 2005 e acumulava passagens por mais de dez unidades ao longo da carreira. A lotação na delegacia do bairro onde ocorreu o crime aconteceu apenas em julho de 2025.
Antes disso, o policial atuou em setores como a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos e a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes da Região Metropolitana, além de unidades localizadas em bairros como Periperi e Itapuã.
Segundo informações da polícia, Adailton foi surpreendido por homens armados ao entrar em uma rua sem saída durante diligência. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Geral Roberto Santos, no Cabula, mas não resistiu aos ferimentos.
O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, Moisés Damasceno, afirmou que a equipe apurava a atuação de um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas quando houve confronto. Durante a incursão, o policial foi atingido na cabeça.
Até a última atualização, não havia confirmação de suspeitos presos. O policiamento foi reforçado na região, com apoio da Polícia Militar da Bahia e de unidades especializadas. Por conta da operação, a Secretaria de Mobilidade de Salvador informou a suspensão da circulação de ônibus no bairro, com coletivos operando apenas até a localidade de Arvoredo.
Em nota, a Polícia Civil lamentou a morte do agente e destacou sua trajetória profissional. Já a Secretaria da Segurança Pública da Bahia manifestou solidariedade a familiares e colegas, além de afirmar que o caso será apurado com rigor.
Informações que possam ajudar na identificação dos suspeitos podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia, pelo telefone 181.


