As forças de segurança da Bahia seguem mobilizadas na busca pelos responsáveis pelas mortes de três técnicos de internet, ocorridas na última terça-feira (16), no bairro do Alto do Cabrito, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Desde o dia do crime, polícias Civil e Militar realizam operações na região, com ações concentradas principalmente no bairro de Marechal Rondon, onde as vítimas teriam sido capturadas.
As vítimas foram identificadas como Antônio da Silva Souza, de 44 anos, Jackson Santos Macedo, de 41, e Patrick Vinícius dos Santos Horta, de 28 anos. Horas antes do crime, os três chegaram a gravar um vídeo juntos no início do turno de trabalho. As imagens passaram a circular nas redes sociais após a confirmação das mortes.
Inicialmente, áudios divulgados em aplicativos de mensagens apontavam que o crime estaria relacionado a uma suposta cobrança de “pedágio” feita por criminosos, inclusive com menção a um possível contato com o chefe dos trabalhadores da empresa Planet Internet. No entanto, após a negativa da empresa sobre qualquer tipo de negociação com suspeitos, uma nova linha de investigação foi adotada pelas autoridades.
De acordo com informações apuradas pela reportagem do BNews, os autores do crime seriam integrantes do Bonde do Maluco (BDM), da localidade conhecida como Inferninho, em Marechal Rondon — área onde os técnicos teriam sido executados. Em seguida, os corpos teriam sido levados para o Alto do Cabrito, região de atuação do Comando Vermelho, facção rival.
Com o avanço das investigações, as operações policiais passaram a se concentrar na localidade do Inferninho, onde surgiu uma nova motivação para o crime. Conforme apuração, os técnicos teriam sido mortos após integrantes do BDM suspeitarem que eles estariam instalando câmeras de monitoramento na região.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (17), o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que todos os esforços de investigação estão sendo empregados para identificar e prender os responsáveis pelo triplo homicídio. Segundo ele, as forças de segurança atuam de forma integrada e ininterrupta no caso.


