A Polícia Federal (PF) anunciou uma operação nacional para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. A ação, coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), poderá ser iniciada a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e a solicitação formal das campanhas.
A estrutura foi planejada para atender simultaneamente até dez candidaturas e contará com até 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística, além do apoio das superintendências regionais da PF em todos os estados.
Cada candidato terá um plano de segurança específico, elaborado com base em análises técnicas de risco que levam em consideração fatores como histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos, deslocamentos e o cenário de segurança de cada região. Antes dos compromissos de campanha, equipes fazem o reconhecimento dos locais e articulam as medidas necessárias com forças de segurança estaduais e municipais.
Segundo a PF, o objetivo é garantir a proteção dos presidenciáveis com o menor impacto possível sobre os atos eleitorais. O efetivo e os recursos empregados poderão ser ajustados conforme a necessidade de cada agenda.
A segurança dos candidatos à Presidência da República é prevista pela Constituição Federal, pela Lei nº 7.474/1986, pelo Decreto nº 6.381/2008 e pela Portaria MJ nº 493/1998.
Sobre a operação:
A operação seguirá critérios técnicos e isonômicos para todas as candidaturas. Informações sobre itinerários, avaliações de risco, número de agentes e composição das equipes serão mantidas sob sigilo por questões de segurança.
Desde abril, a Polícia Federal mantém diálogo com partidos e pré-candidaturas para apresentar o modelo de proteção. Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram comunicados sobre a operação, e reuniões específicas foram realizadas com campanhas interessadas em obter mais informações.
A adesão ao esquema de segurança é facultativa. As campanhas poderão optar por utilizar ou não o serviço, podendo solicitar a proteção posteriormente.
A operação também contará com recursos tecnológicos, como veículos blindados, grupos táticos, equipamentos antidrone, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas. Além disso, mais de 600 profissionais foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar na proteção dos candidatos.
Em Brasília, a PF instalará uma Sala Nacional de Comando e Controle para monitorar, em tempo real, as equipes em campo e coordenar as operações durante o período eleitoral.
Para a execução da operação, foram destinados aproximadamente R$ 95 milhões, valor que será aplicado na mobilização de servidores, contratação de serviços e aquisição de equipamentos de segurança, como viaturas blindadas, coletes balísticos e sistemas de defesa antidrone.

