Os rumores sobre a morte de Japinha do CV voltaram a circular nas redes sociais após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, no último dia 28. Fotos e vídeos atribuídos à jovem mostravam um corpo com o rosto esfacelado por um disparo de fuzil, usando roupas camufladas e colete balístico.
No entanto, a lista oficial da Polícia Civil, divulgada pelo portal Metrópoles, indicou que todos os mortos na operação eram do sexo masculino, confirmando que o corpo viralizado não é de Japinha. Apesar disso, a circulação das imagens reforçou os rumores sobre sua sobrevivência, alimentados por perfis nas redes sociais que somam quase 1 milhão de seguidores e vídeos supostamente publicados por ela ao lado do namorado.
Japinha atua como uma das seguranças do traficante conhecido como ‘Doca’ ou ‘Urso’ e já sobreviveu a outras operações policiais nas favelas do Rio. Em áudios antigos, ela aparece conversando com um amigo, afirmando estar viva e cobrando uma dívida, enquanto comentava sobre boatos de sua morte.
Segundo o historiador e especialista em segurança pública Joel Paviotti, ela ocupava um papel estratégico dentro do Comando Vermelho, atuando na proteção de rotas de fuga e defesa de pontos de venda de drogas. “Ela era uma espécie de soldado de elite do Doca”, explica Paviotti, destacando sua importância na segurança das bocas da Penha e outros morros.
A disseminação de imagens falsas e boatos sobre sua morte reforça a complexidade da cobertura de operações policiais e o cuidado necessário ao lidar com informações não confirmadas.


