Após mais de 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Feira de Santana condenou o padeiro Clodoaldo de Oliveira Souto a 13 anos e 2 meses de prisão em regime fechado, além de 20 dias-multa, pelo assassinato do professor José Eduardo Menezes Castro de Jesus. O julgamento ocorreu na quarta-feira (9), no Fórum Filinto Bastos, sob condução da juíza Márcia Simões Costa e atuação do promotor Vitor Matias.
O crime aconteceu no dia 27 de outubro de 2021. O corpo do professor foi encontrado dois dias depois, enterrado nos fundos de uma padaria em construção, na Rua Andaraí, bairro Jardim Cruzeiro. De acordo com a investigação da Polícia Civil, José Eduardo foi morto com golpes de pá. A apuração indicou que ele e o acusado mantinham um relacionamento.
De acordo com a equipe de Reportagem do portal Acorda Cidade, durante o júri, que começou às 8h30 e foi encerrado por volta das 23h, foram ouvidos familiares, testemunhas e os advogados de defesa do réu, Emanoel Lopes e Bruno Lopes.
Em entrevista ao repórter Aldo Matos, do site Acorda Cidade, a irmã da vítima, Maria José Castro, lamentou profundamente a perda do irmão e criticou a narrativa apresentada pela defesa.
“Estou muito chateada, porque meu irmão era a pessoa mais correta. Todo mundo conhecia ele. Era de paz, meu irmão era de paz. E eu estou vendo calúnias aí, muita mentira, dizendo que meu irmão estava tentando atropelar a pessoa. Se eles tinham um relacionamento esporádico, não era um relacionamento amoroso, porque meu irmão tinha uma pessoa que ele gostava. Eu era confidente do meu irmão”, afirmou emocionada ao portal.
Maria José também relembrou o último contato com José Eduardo, um dia antes do assassinato. “Vi meu irmão rapidamente. No dia seguinte, ele foi morto pelas costas. Se o réu diz que estava sendo ameaçado, por que matou meu irmão com uma pancada na cabeça pelas costas? Que a justiça seja feita, é só isso que eu espero”, concluiu.
Antes da sentença, o advogado Emanoel Lopes destacou que seu cliente não possui histórico criminal e tem bom comportamento na prisão, onde trabalha na cozinha da unidade.
“Ele é bem visto no presídio. Foi uma situação que poderia acontecer com qualquer pessoa. Num momento de emoção, de se sentir atacado ou ameaçado, uma reação pode acontecer. Não estou dizendo que é certo, mas é algo que será debatido em plenário”, declarou o defensor.


