Polícia Federal e Ministério Público da Bahia identificam nova estrutura de apoio em esquema que causou prejuízo de mais de R$ 1 milhão a instituições financeiras
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), deflagrou na manhã desta quinta-feira (7) a operação Segunda Camada, que investiga uma rede de fraudes bancárias com atuação em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. Um policial civil e um gerente de banco estão entre os alvos da nova fase da investigação.
De acordo com a PF, a organização criminosa é responsável por um prejuízo superior a R$ 1 milhão, afetando principalmente a Caixa Econômica Federal, além de outras instituições. Durante a ação, dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos, além de quatro de busca e apreensão. Também houve bloqueio de contas bancárias e afastamento de um gerente suspeito de colaborar com o grupo criminoso.
A Corregedoria da Polícia Civil da Bahia acompanhou a operação, já que um dos investigados atua na corporação. Os envolvidos são suspeitos de fornecer suporte técnico e institucional à quadrilha, com acesso a dados confidenciais e facilitação de operações fraudulentas.
A ofensiva é um desdobramento da operação Fake Front, realizada em maio deste ano, quando foram identificadas ao menos 21 contas abertas com documentos falsificados em agências da Caixa, em Feira de Santana e Brasília. Os responsáveis usavam essas contas para conseguir empréstimos fraudulentos.
Segundo a PF, os alvos desta nova fase são integrantes de uma “segunda camada” da organização — composta por pessoas que atuavam nos bastidores, cooptando funcionários estratégicos e garantindo o funcionamento do esquema criminoso.
Os investigados devem responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos.


