A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Primus, que investiga um grupo criminoso envolvido em adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro. A ação, ainda em andamento, cumpriu mandados em diversos estados, incluindo a região da Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Segundo a polícia, o esquema, que tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), movimentava empresas de fachada e galpões clandestinos, sendo um desdobramento da Operação Carbono, deflagrada em janeiro de 2024. Foram 19 meses de investigação até chegar ao núcleo econômico e contábil da organização.
O grupo era liderado por Jailson Couto Ribeiro, conhecido como “Jau”, e contava com familiares e operadores financeiros. As empresas usadas para ocultar bens e simular negócios legais incluíam Trans Oil, Lubrijau e Patrimonial Ribeiro. A estrutura criminosa incluía galpões clandestinos, conhecidos como “batedeiras de nafta”, onde o combustível era adulterado antes de ser distribuído. Também foram identificadas fraudes contábeis e emissão de notas fiscais frias.
Foram expedidos 12 mandados de prisão e 62 de busca e apreensão. Entre os presos estão:
- Jailson Couto Ribeiro (Lençóis)
- Wesley Márcio Duda, Gilvan Couto Ribeiro e Diego do Carmo Santana Ribeiro (Feira de Santana)
- Pedro Henrique Ramos Ribeiro (Salvador)
- Israel Ribeiro Filho (Rio de Janeiro)
- Robson Crispim Moreira Santos (Conceição do Jacuípe)
- Mário Kadow Nogueira (São Paulo)
Quatro pessoas seguem foragidas: dois em São Paulo — Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, também procurados pela Justiça paulista — e dois na Bahia — Fredson dos Santos Pereira e o empresário Aloísio Batista Cardoso.
Durante a operação, foram apreendidos 10 carros de luxo, quatro pistolas e uma submetralhadora. A ação contou com apoio da Secretaria da Fazenda da Bahia e da Agência Nacional do Petróleo (ANP).


