A Polícia Civil da Bahia alcançou a marca de mais de 10 mil celulares recuperados desde o início da Operação Móbile 360°, criada para combater os crimes de furto, roubo, receptação e comércio irregular de aparelhos eletrônicos no estado. Apenas na oitava fase da ação, realizada em 2026, 5.937 celulares foram apreendidos, sendo que 4.575 já foram devolvidos aos seus respectivos proprietários.
Nesta quinta-feira (18), considerada o Dia D da operação, mais 1.362 aparelhos estão disponíveis para restituição aos donos. Deste total, 900 celulares serão entregues em Salvador, no Centro de Operações e Inteligência (COI), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Os demais dispositivos serão devolvidos em municípios do interior do estado.
A Polícia Civil orienta que os cidadãos contemplados aguardem o contato oficial da instituição antes de se dirigirem às unidades responsáveis pela retirada dos aparelhos. A corporação reforçou ainda que não envia links nem solicita dados pessoais por mensagens, alertando a população sobre possíveis golpes.
Entre os dias 25 de maio e 10 de junho, uma nova estratégia foi aplicada nesta edição da operação. Ao todo, foram realizados 2.962 disparos em massa por aplicativo de mensagens para pessoas identificadas em posse de celulares com registro de roubo ou furto. A medida resultou na entrega voluntária de 1.026 aparelhos, sendo considerada uma ação inédita dentro da Móbile 360°.
Durante o período, as equipes recuperaram 1.562 celulares, lavraram 140 procedimentos policiais, cumpriram 81 mandados de busca e apreensão e realizaram 33 prisões em flagrante. Além disso, 137 estabelecimentos comerciais e pontos de venda informais passaram por fiscalização em parceria com órgãos como a Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA), Procon-BA, Codecon e Receita Federal.
Desde a primeira edição da Operação Móbile 360°, iniciada em maio de 2024, já foram recuperados 10.066 celulares em todo o estado. Desse total, 8.704 aparelhos já retornaram às mãos dos proprietários.
A operação segue de forma permanente em Salvador, Região Metropolitana e cidades do interior, com o objetivo de reduzir os índices de crimes relacionados à subtração e comercialização ilegal de celulares na Bahia.

