A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), uma ofensiva contra um grupo suspeito de atuar em fraudes bancárias de grande escala. A ação, que também alcança a Bahia, apura prejuízos que podem ultrapassar R$ 500 milhões.
Batizada de Operação Fallax, a investigação mira uma organização criminosa acusada de aplicar golpes contra a Caixa Econômica Federal, além de envolvimento com estelionato e lavagem de capitais.
Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva em cidades da Bahia, além de ações nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados, com limite de até R$ 47 milhões, como forma de enfraquecer financeiramente o grupo.
Além das prisões, foram autorizadas medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal, atingindo dezenas de pessoas e empresas ligadas ao esquema. Ao todo, 33 pessoas físicas e 172 jurídicas são alvo dessas determinações.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em 2024, quando surgiram indícios de uma estrutura organizada para obtenção de vantagens ilegais. O grupo, segundo a corporação, utilizava diferentes estratégias para aplicar os golpes e ocultar o dinheiro obtido.
Entre os métodos identificados estão a cooptação de funcionários de instituições financeiras e o uso de empresas para movimentar recursos ilícitos. Também foram encontradas evidências da utilização de companhias de fachada e estruturas empresariais criadas para disfarçar a origem dos valores desviados.
As apurações seguem em andamento e devem avançar com a análise dos materiais apreendidos e dos dados financeiros obtidos durante a operação.

