Uma professora de 41 anos está internada em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, após ter sido espancada pelo zelador do prédio onde mora, no bairro do Rio Vermelho. O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (27), segundo a delegada Zaira Pimentel, responsável pelo caso.
O suspeito, que também ateou fogo no edifício, foi preso em flagrante e segue internado sob custódia. O caso é investigado como tentativa de feminicídio e dano qualificado pelo uso de substância inflamável. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele chegou com um galão de gasolina, iniciou o incêndio e tentou fugir, pulando para a garagem do prédio.
Equipes do Corpo de Bombeiros encontraram a vítima desacordada em seu apartamento, que apresentava manchas de sangue nas paredes. Segundo o subcomandante do 3º Batalhão, Major André Moreira, ela tinha diversos ferimentos no rosto, impossibilitando a comunicação com os socorristas.
Testemunhas relataram que o zelador ameaçou outros moradores e que, um ano antes, a vítima havia registrado uma queixa de assédio sexual contra ele. Amigos e vizinhos afirmam que episódios de assédio eram frequentes e que a esposa do suspeito havia sido informada sobre a situação.
Segundo moradores, a motivação do ataque pode estar relacionada a uma conversa em grupo do condomínio sobre a possibilidade de troca do zelador, ocorrida um dia antes do crime. O funcionário trabalhava no prédio há mais de 10 anos e morava no anexo térreo do condomínio.
O suspeito foi ouvido pela polícia ainda no hospital, e já foi solicitado à Justiça que sua prisão em flagrante seja convertida em preventiva. Não há informações sobre o estado de saúde dele.

