A mãe de Yago Ravel Rodrigues Rosário, conhecido como “Ravel do CV”, fez um desabafo comovente nesta quinta-feira (30) em frente ao Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. Rakhel Rios acusa policiais de terem decapitado o filho durante a megaoperação que já é considerada a mais letal da história do estado.
De acordo com o relato de Rakhel, o corpo de Ravel, de 19 anos, não apresentava marcas de tiros, mas sinais de espancamento. “Meu filho não teve marca de tiro. Cortaram a cabeça e botaram em uma estaca de troféu. Ele foi espancado e depois decapitado”, afirmou, emocionada.
A certidão de óbito obtida pelo portal Bacci Notícias aponta que a causa da morte foi “secção medular cervical, múltiplos ferimentos cortantes e fraturas de ossos da face”. O documento também descreve “ruptura do couro cabeludo com exposição do conteúdo encefálico”, indicando a gravidade dos ferimentos.
O caso é investigado pela Divisão de Homicídios da Capital (DHC), que deve apurar as circunstâncias da morte e as denúncias de execução.
Operação mais letal do Rio
A morte de Ravel ocorreu durante a Operação Contenção, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e já considerada a mais letal da história do estado. Segundo balanço oficial, o número de mortos chegou a 121, incluindo quatro policiais. Outras 113 pessoas foram presas.
Entre os detidos estão Lucas Santos Barbosa, apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Feira de Santana (BA), além de Robert da Silva de Jesus, conhecido como Siri, e Rauflan Santos Costa, que possuía mandados de prisão por tráfico de drogas e uso de documentos falsos. Também foram capturados Pedro Henrique Mascarenhas Ribeiro (Gago ou Cabeção), Marlon Niza dos Santos Júnior (Leleu) e Felipe de Jesus do Rosário, todos com histórico criminal.


