As investigações sobre a denúncia de estupro envolvendo uma adolescente de 15 anos na Estação da Lapa, em Salvador, ganharam novos contornos após a divulgação dos resultados dos exames periciais realizados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).
De acordo com informações recebidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), os laudos não identificaram sinais de conjunção carnal nem vestígios compatíveis com ato libidinoso na adolescente. Com isso, até o momento, os exames não corroboram a versão apresentada inicialmente pela jovem.
O caso é apurado desde o dia 26 de maio. Na ocasião, a adolescente relatou ter sido levada por homens para um banheiro da estação, onde teria sofrido violência sexual. Segundo o depoimento prestado à polícia, outros suspeitos teriam permanecido na entrada do sanitário para impedir a aproximação de terceiros.
Além da perícia médica, investigadores analisaram imagens do sistema de videomonitoramento do metrô e do Terminal da Lapa. Conforme a apuração, a varredura das câmeras não registrou a entrada da adolescente no banheiro apontado como local da suposta agressão durante o período informado.
Diante dos resultados, a linha de investigação passou por uma reavaliação. Apesar disso, a Polícia Civil ressaltou que o inquérito continua em andamento e ainda não foi concluído.
Em nota, a concessionária responsável pelo sistema metroviário informou que acompanha o caso e destacou que as investigações não encontraram evidências da ocorrência relatada, nem nas imagens de segurança nem nos exames periciais. A empresa também reafirmou seu posicionamento contrário a qualquer forma de violência, assédio ou abuso dentro do sistema de transporte.
Investigação segue em curso
Mesmo com as inconsistências identificadas entre o relato inicial e os elementos técnicos reunidos até agora, a polícia informou que novas diligências serão realizadas antes da conclusão do inquérito.
Os próximos passos incluem novos depoimentos de testemunhas e uma nova oitiva da adolescente, com o objetivo de esclarecer os pontos divergentes encontrados durante a investigação.
O procedimento segue sob sigilo, em conformidade com as normas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

