Uma operação conduzida pela Polícia Civil da Bahia detalha um esquema fraudulento que teria sido mantido por dois funcionários de uma empresa do ramo de materiais elétricos, resultando em um prejuízo milionário ao longo de cinco anos.
Segundo os investigadores, a fraude foi sustentada a partir da função exercida por uma das suspeitas, responsável pelo setor de caixa. Com acesso direto às operações financeiras, ela teria articulado um sistema paralelo para redirecionar pagamentos feitos por clientes. O segundo envolvido também é alvo da investigação, mas sua atuação não foi especificada até o momento.
As irregularidades teriam ocorrido entre 2019 e 2024 e só foram percebidas após uma auditoria interna identificar movimentações incompatíveis com os registros da empresa. A partir daí, análises financeiras ajudaram a dimensionar o rombo, estimado em cerca de R$ 3,9 milhões.
O funcionamento do esquema envolvia a substituição do destino dos pagamentos. Sem saber, clientes realizavam compras acreditando estar quitando valores com a empresa, mas o dinheiro era encaminhado para contas ligadas aos investigados. Para viabilizar a fraude, eram utilizadas máquinas de cartão externas e até mesmo uma empresa criada com nome semelhante ao da original, o que dificultava a identificação imediata das irregularidades.
Os valores desviados foram distribuídos em diversas contas bancárias e também usados na aquisição de bens. Durante o cumprimento de mandados de busca, agentes recolheram veículos, aparelhos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para a investigação. Também foi determinada pela Justiça a indisponibilidade de recursos financeiros dos suspeitos.
A dupla é investigada por crimes como estelionato, furto qualificado mediante fraude, abuso de confiança e lavagem de dinheiro. Para a polícia, a fragmentação das transações indica uma tentativa deliberada de esconder a origem dos recursos desviados.


