O açougueiro Adalto Roberto da Silva Júnior, de 26 anos, foi condenado a 30 anos de prisão pelo atropelamento que matou três jovens em julho de 2022, na estrada que liga Feira de Santana ao distrito de Jaíba, interior da Bahia. As vítimas foram Ronald Soares dos Santos, 7 anos, Williane Azevedo de Jesus, 16, e Rafael dos Santos Gonçalves, 17.
A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri de Feira de Santana na noite desta sexta-feira (17). O julgamento, presidido pela juíza Yasmin Leão, começou por volta das 9h e se estendeu por mais de 14 horas, com a sentença anunciada à meia-noite.
O advogado das famílias das vítimas, Erdenson Giacomose, informou que Adalto cumpre a pena em regime fechado no Complexo de Delegacias do Sobradinho, e deve ser transferido em breve para o Conjunto Penal. A defesa ainda pode recorrer da decisão. Durante o julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, sendo duas de acusação e quatro de defesa, seguidas por depoimento do réu e sustentação oral de ambas as partes.
O caso
O atropelamento ocorreu na noite de 31 de julho de 2022, quando as vítimas voltavam para casa após comprar lanches. Segundo a acusação, Adalto dirigia embriagado e em alta velocidade quando atingiu duas motocicletas em que estavam os jovens. Além das três mortes, outras duas pessoas ficaram feridas.
Na época, Adalto tinha 23 anos, trabalhava como açougueiro e tentou fugir do local, sendo preso em flagrante e permanecendo três meses detido antes de responder ao processo em liberdade.
A mãe de Williane e Ronald, Carla de Azevedo, relatou o choque da família:
“Disseram que ele estava bêbado e vinha a 100 km/h. Levou todos que estavam na frente. Eles estavam indo pra casa quando esse homem veio atropelando a todos.”
A mãe de Rafael, Antônia Gonçalves, também lembrou que o filho tinha o hábito de comprar lanches para a família nos finais de semana.


