O Governo Federal decidiu prorrogar novamente a permanência da Força Nacional de Segurança Pública no sul e extremo sul da Bahia. Os agentes seguem atuando em Terras Indígenas dos povos Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe, em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas, onde já estão há cerca de um ano.
A nova prorrogação foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (15). O prazo anterior se encerraria no dia 21 de abril, mas a operação foi estendida entre 22 de abril e 20 de julho de 2026.
A Força Nacional de Segurança Pública atua como um programa de cooperação coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, reunindo policiais militares, civis, bombeiros e peritos. Na Bahia, as ações ocorrem em articulação com órgãos estaduais e sob coordenação da Polícia Federal.
A presença das equipes está relacionada ao aumento dos conflitos fundiários na região, envolvendo disputas por terras entre indígenas e produtores rurais. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, pelo menos seis indígenas morreram em episódios ligados a essas disputas nos últimos três anos.
A mobilização federal teve início em abril do ano passado, após a morte do indígena João Celestino Lima Filho, de 50 anos, baleado durante um conflito em uma fazenda no município de Prado. Desde então, novos episódios de violência foram registrados em cidades como Itamaraju e Cumuruxatiba, incluindo confrontos, prisões e apreensões de armas.
Os conflitos na região são históricos e envolvem disputas territoriais entre comunidades indígenas e produtores rurais, agravadas nos últimos anos com o avanço das discussões sobre o Marco Temporal, que trata das regras para demarcação de terras indígenas no Brasil.


