Diante da recente sequência de crimes com suspeita de articulação interna em unidades prisionais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou o envio da Força Penal Nacional para atuar em Salvador.
A autorização foi oficializada na quinta-feira (19) e prevê a permanência das equipes por um período inicial de até 90 dias. A atuação será voltada principalmente ao fortalecimento do controle dentro dos presídios e à qualificação dos profissionais que já trabalham no sistema.
Sequência de ocorrências acendeu alerta
A decisão ocorre após episódios recentes que evidenciaram a influência de detentos na prática de crimes fora das unidades prisionais. Entre os casos investigados está o homicídio da adolescente Thamiris Pereira, que desapareceu após sair da escola e foi localizada sem vida dias depois. A apuração indica que o crime pode ter sido motivado por ordem de um preso.
Outro caso envolve o sequestro de três mulheres da mesma família em um estacionamento de shopping. As vítimas foram mantidas sob ameaça e obrigadas a realizar transferências bancárias, em uma ação que também teria sido coordenada por um interno apontado como liderança criminosa.
Há ainda um terceiro episódio, em que uma jovem foi sequestrada em outro estado e levada para território baiano, com indícios de que a ordem partiu de um detento custodiado fora da capital.
Reforço e prevenção
A presença da Força Penal Nacional tem como principal objetivo conter a atuação de organizações criminosas a partir do interior dos presídios, além de oferecer suporte técnico e operacional às equipes locais.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para impedir que o sistema prisional continue sendo utilizado como base de comando para ações criminosas. Enquanto isso, as investigações relacionadas aos casos seguem em andamento e podem gerar novos desdobramentos.

