O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, foi executado a tiros na tarde de segunda-feira (15) em Praia Grande, litoral paulista. A polícia já identificou um suspeito e deve pedir a prisão temporária do envolvido, segundo o secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite.
O atentado ocorreu quando criminosos perseguiram o veículo da vítima, que bateu em um ônibus. Em seguida, o grupo desembarcou e efetuou os disparos. Derrite afirmou que todos os envolvidos serão punidos severamente e destacou a rapidez da investigação: “Em poucas horas já conseguimos identificar um dos indivíduos envolvidos nesse crime bárbaro”, disse.
Ruy Ferraz tinha histórico de atuação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e participou de prisões de chefes da facção, incluindo Marcola. Ele já havia sobrevivido a tentativas de atentado no passado.
O governador Tarcísio de Freitas determinou mobilização total da polícia, e a SSP-SP criou uma força-tarefa integrada das polícias Civil e Militar. A investigação aponta duas possíveis motivações: vingança pelo combate histórico de Ruy ao PCC ou retaliação a sua atuação na Secretaria de Administração de Praia Grande.
O velório acontece na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta terça-feira (16).


