Foragida da Justiça, Eweline Passos Rodrigues teria abandonado o Comando Vermelho para se unir ao Terceiro Comando Puro, o que gerou represálias e ameaças de morte.
Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”, está jurada de morte pelo Comando Vermelho (CV) após ter migrado para a facção rival Terceiro Comando Puro (TCP). A informação foi divulgada pela coluna Na Mira, do jornalista Carlos Carone, do portal Metrópoles.
A mudança de facção teria motivado um confronto violento na comunidade do Bateau Mouche, localizada no bairro Praça Seca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O tiroteio aconteceu na madrugada da última quinta-feira (10) e deixou três integrantes do TCP mortos.
Segundo a publicação, o ataque teria sido articulado pelo TCP como tentativa de avançar sobre o território dominado pelo CV. A resposta da facção que controla a área foi imediata e brutal. Imagens que circularam nas redes sociais mostram os corpos das vítimas com sinais de extrema violência. Em um dos vídeos, um traficante do CV chega a dizer: “A próxima vítima será a Diaba Loira”.
Eweline, que está foragida da Polícia Civil do Rio de Janeiro, é procurada por envolvimento com o tráfico e com organização criminosa. Natural de Santa Catarina, ela ganhou notoriedade após sobreviver a uma tentativa de feminicídio, em que teve o pulmão perfurado pelo ex-companheiro. Após o episódio, fugiu para o Rio, onde passou a integrar o Comando Vermelho.
O caso reforça a escalada da violência em áreas dominadas pelo tráfico no estado e o risco enfrentado por integrantes que rompem com facções rivais.


