Mesmo após a morte, a violência contra Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, não teve fim. A mulher, assassinada pelo ex-companheiro, teve o túmulo invadido e o corpo violado poucos dias após o sepultamento, no município de Eldorado.
Conforme apuração da Polícia Civil, a sepultura foi aberta durante a madrugada entre os dias 14 e 15. No local, peritos encontraram evidências que levantam a suspeita de prática de necrofilia, embora a confirmação dependa de laudos periciais mais detalhados.
A investigação aponta que a ação criminosa pode ter sido realizada por mais de uma pessoa. Os suspeitos teriam invadido o cemitério à noite, violado o túmulo e retirado o corpo. Até agora, não há identificação dos envolvidos.
O caso passou a ser tratado também como vilipêndio de cadáver e violação de sepultura, ampliando a gravidade de um crime que já havia abalado a comunidade local.
Crime inicial ocorreu na frente da filha
Vera foi morta no domingo (12), no bairro Jardim Novo Eldorado, ao lado da filha, de apenas 9 anos. Segundo as investigações, o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento e efetuou disparos contra ela. Em seguida, tirou a própria vida. A criança presenciou toda a ação.
A vítima já havia denunciado episódios de violência ao longo da relação, que durou mais de uma década, e possuía medidas protetivas vigentes. Ainda assim, o desfecho foi trágico.
Profissional da área da educação, formada em Pedagogia, Vera era reconhecida por colegas pela dedicação no trabalho. Ela deixa quatro filhos, e a morte gerou forte comoção na cidade, que decretou luto oficial.
Violência que ultrapassa limites
Além do feminicídio o décimo registrado no estado em 2026 , o caso ganhou uma dimensão ainda mais perturbadora com a violação do corpo. A polícia segue realizando diligências e aguarda resultados periciais para avançar nas investigações e identificar os responsáveis pela invasão ao cemitério.

