O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta segunda-feira (19) a prisão de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, um dos principais articuladores de um esquema internacional de lavagem de dinheiro. O foragido, que estava sendo procurado desde 2020, foi detido na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, portando documentos falsos.
Durante coletiva de imprensa, Lewandowski classificou a prisão como uma “vitória importante do governo brasileiro no combate ao crime organizado”. A operação, segundo o ministro, envolveu articulação entre diversos órgãos do Governo Federal, como o Itamaraty, o Ministério Público e a Polícia Federal, além da cooperação com as autoridades bolivianas.
“Foi uma operação extremamente complexa. O presidente foi informado e autorizou a articulação diplomática para garantir a prisão e repatriação do criminoso”, destacou Lewandowski.
Devido à periculosidade do preso e ao risco de fuga, a Bolívia optou por expulsá-lo do país. Um avião da Polícia Federal foi enviado para realizar o transporte de Tuta até Brasília, onde ele segue sob custódia.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explicou que a captura foi possível graças à atuação conjunta com a Interpol e ao uso de tecnologia de biometria.
“Conseguimos, quase em tempo real, identificar o foragido e dar segurança jurídica para que a Bolívia efetuasse a prisão”, afirmou.
Valdecy Urquiza, secretário-geral da Interpol, ressaltou que o Brasil integra o Centro Biométrico da organização, que facilitou a troca de dados com a polícia boliviana. “Tuta já constava nos bancos de dados internacionais desde 2020”, disse.
As investigações tiveram origem em São Paulo, por meio do Ministério Público estadual.


