A Bahia abriga nove das 20 cidades mais violentas do Brasil, segundo o 19º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24). Jequié ocupa o segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas de São João do Jaguaribe (CE). Juazeiro aparece em terceiro, seguida por Camaçari, em quarto.
Além dessas, outras seis cidades baianas figuram na lista: Simões Filho (7º), Feira de Santana (10º), Porto Seguro (14º), Santo Antônio de Jesus (17º), Ilhéus (19º) e a capital Salvador, que aparece na 20ª posição.
O levantamento também revela que a Bahia lidera em número absoluto de mortes causadas por intervenção policial em 2024: foram 1.556 registros, superando São Paulo (813) e Rio de Janeiro (703).
Em nota enviada ao BNews, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) afirmou que o estado tem registrado queda nos índices de mortes violentas. Segundo a pasta, houve redução de 6% em 2023 e de 8,2% em 2024. No primeiro semestre de 2025, a queda foi de 7,3% nos registros de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.
A SSP atribui os resultados a investimentos estratégicos, como a contratação de 6 mil profissionais de segurança, renovação de viaturas, construção de delegacias e pelotões, além da modernização do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A pasta também destaca ações do programa Bahia pela Paz, voltado para prevenção da violência e reintegração social.
O governo cita ainda reduções expressivas em municípios que figuram entre os mais violentos do estado: Feira de Santana (-27%), Simões Filho (-23%), Camaçari (-18%) e Juazeiro (-13%). Em Jequié, apesar da posição no ranking, a SSP afirma que não houve aumento nas ocorrências, após ações específicas e a atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).
Sobre as mortes em intervenções policiais, a secretaria reforça que todos os casos são investigados pela Polícia Civil e pelas corregedorias. Entre as medidas adotadas está a Portaria nº 070-CG/2025, que determina o afastamento de agentes envolvidos em ocorrências com morte, além de garantir acompanhamento psicológico e suporte jurídico.


