A Polícia de Lombok, na Indonésia, iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias da morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu durante uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo localizado na ilha. A jovem era natural de Niterói (RJ) e estava no país a turismo.
Segundo informações do portal oficial da Polícia Regional de Nusa Tenggara Barat, o foco da investigação é verificar se houve algum elemento criminoso no caso. Entre os que já prestaram depoimento estão o guia que acompanhava Juliana, Ali Musthofa, um ajudante no resgate e um policial florestal. A polícia também ouviu integrantes do grupo de escalada da brasileira para reconstruir a cronologia dos fatos.
De acordo com I Made Dharma Yulia Putra, chefe da Unidade de Investigação Criminal (Kasat Reskrim) da Polícia de East Lombok, a apuração ainda está na fase de coleta de dados e análise de testemunhos. “Estamos coordenando com a Embaixada do Brasil, que acompanha o caso de perto. Até o momento, não há suspeitos definidos”, informou.
O guia Ali Musthofa, de 20 anos, negou qualquer negligência. Em entrevista ao jornal O Globo, ele afirmou que não abandonou Juliana e que combinou com ela de seguir um pouco adiante, enquanto ela descansava. “Fiquei apenas três minutos à frente. Quando percebi que ela não vinha, voltei ao último ponto de descanso e não a encontrei. Foi quando vi a luz de uma lanterna em um barranco e ouvi a voz dela pedindo ajuda”, relatou.
Musthofa disse que, por conta da profundidade estimada em 150 metros, não conseguiu realizar o resgate sozinho e acionou a empresa para a qual trabalha. Segundo ele, Juliana havia pago cerca de R$ 830 pelo pacote turístico.
A família da brasileira, por sua vez, informou que o corpo foi encontrado em uma área de difícil acesso, com diversos obstáculos naturais, o que dificultou a ação das equipes de socorro. Uma nova autópsia no corpo de Juliana está prevista para ser feita até seis horas após a chegada ao Brasil, para esclarecer dúvidas sobre a causa da morte.


