O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (8) que o cessar-fogo firmado com os Estados Unidos foi violado após ataques registrados dentro do território iraniano. Segundo ele, as ilhas de Lavan e Siri foram alvo de bombardeios.
Horas antes da declaração, veículos da imprensa iraniana já haviam relatado explosões nas duas localidades. Apesar disso, o presidente não apontou oficialmente a origem dos ataques.
Em meio à escalada de tensão, o Irã também voltou a fechar o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo. O governo iraniano ainda sinalizou que pode abandonar de vez o cessar-fogo caso não haja interrupção das ações militares de Israel no Líbano.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, ao menos 254 pessoas morreram nos ataques aéreos israelenses realizados nesta quarta, número que pode aumentar devido à possibilidade de vítimas sob escombros. Este é considerado o maior bombardeio contra o território libanês desde o início do conflito com o Hezbollah.
Autoridades iranianas prometeram reagir às ações, afirmando que as Forças Armadas já trabalham na identificação de possíveis alvos. A justificativa apresentada é de que os ataques violam a trégua ao atingir o Hezbollah.
Os bombardeios ocorreram após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarar que o acordo de cessar-fogo não se estende ao território libanês. A posição contraria o entendimento do Paquistão, que atua como mediador e havia defendido a suspensão das hostilidades em todas as frentes do conflito.
Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, criticou duramente as ações israelenses, acusando o país de atingir áreas densamente povoadas e ignorar os esforços internacionais por uma solução diplomática. O governo do Líbano também fez um apelo para que a população libere as ruas de Beirute, facilitando o deslocamento de equipes de resgate e ambulâncias.

