Os Estados Unidos já desembolsaram mais de US$ 20 bilhões o equivalente a cerca de R$ 100 bilhões em armamentos desde o início do conflito com o Irã, de acordo com estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). O montante foi acumulado em apenas 55 dias de confrontos.
Do total desse período, 38 dias ocorreram antes de um cessar-fogo que, segundo analistas, não foi totalmente respeitado. O cenário evidencia o alto custo da ofensiva militar conduzida pelo governo do presidente Donald Trump.
Para efeito de comparação, o valor gasto já supera o Produto Interno Bruto (PIB) de países como Guiana e Montenegro, o que reforça a dimensão financeira da operação militar.
Arsenal pressionado
Um levantamento recente do CSIS analisou sete tipos de armamentos estratégicos utilizados pelas forças norte-americanas, incluindo mísseis de longo alcance e sistemas de defesa aérea. Segundo o estudo, ao menos quatro desses equipamentos podem ter tido mais da metade dos estoques consumidos durante o conflito.
A situação acende um alerta dentro do setor de defesa, já que, antes mesmo da guerra, os níveis desses armamentos eram considerados limitados para um eventual confronto com grandes potências militares, como a China.
Custo pode ser ainda maior
Outras projeções indicam que os gastos podem ultrapassar os US$ 28 bilhões (cerca de R$ 140 bilhões), ao incluir despesas adicionais relacionadas à operação militar, ampliando ainda mais o impacto econômico do conflito.
O avanço dos custos levanta questionamentos sobre a sustentabilidade financeira da ofensiva e seus efeitos a longo prazo para a estratégia militar dos Estados Unidos.

